Tomar debate impacto da inteligência artificial na academia

João Coroado, Presidente do IPT

Os prós e os contras da inteligência artificial no ensino superior estiveram no centro de um debate nacional que trouxe a Tomar especialistas, dirigentes e académicos para uma reflexão que o Instituto Politécnico de Tomar considera urgente.

A sessão abriu com o presidente do IPT, João Coroado, a sublinhar que a integração da IA na educação não pode avançar sem uma consciência crítica. Defendeu que a academia tem a responsabilidade de formar estudantes capazes de compreender e usar estas ferramentas com rigor, mas também de produzir conhecimento que ajude a sociedade a interpretar o impacto desta tecnologia. Para Coroado, a IA exige novas competências, novas mediações entre linguagem científica e linguagem comum e uma cidadania mais informada e responsável.

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O encontro, promovido pelo Conselho Nacional para a Inovação Pedagógica no Ensino Superior e apoiado pelo IPT, procurou discutir o papel da liderança na transformação digital das instituições. Ao longo do dia, os participantes analisaram desafios, oportunidades e riscos associados à adoção crescente de sistemas de IA generativa no ensino, na investigação e na gestão académica.

Na sessão de encerramento, o vice-presidente do IPT, Célio Marques, reforçou a ideia de que a IA representa uma mudança estrutural e não apenas um avanço tecnológico incremental. Sublinhou que esta tecnologia obriga universidades e politécnicos a repensar métodos de ensino, modelos de aprendizagem e práticas de investigação. A transformação, disse, já está em curso e exige visão estratégica.


A Secretária de Estado do Ensino Superior, Cláudia Sarrico, marcou presença na iniciativa, onde foram também apresentados os resultados de um diagnóstico nacional conduzido pelo CNIPES. O estudo revela que a maioria das instituições de ensino superior já utiliza ferramentas de IA generativa, sobretudo no contexto pedagógico, sinalizando uma integração rápida e transversal.

O debate em Tomar deixou claro que o futuro do ensino superior passará inevitavelmente pela inteligência artificial. A questão, defendem os responsáveis, não é saber se a IA deve ser usada, mas como garantir que a sua utilização serve a qualidade, a ética e a missão pública da educação.

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