Insolvência mantém processo ativo após ofertas não chegarem aos 10 milhões exigidos
A venda da fábrica da Tupperware em Montalvo, no concelho de Constância, continuará em curso depois de nenhuma das propostas apresentadas ter atingido o valor mínimo de 10 milhões de euros. A confirmação foi dada pelo administrador de insolvência, Jorge Calvete, que explicou que o prazo terminou na sexta‑feira e que a operação avança agora para nova fase de promoção.
O processo, conduzido pela KPMG, decorre nove meses após a declaração de insolvência da empresa, que deixou de produzir em janeiro de 2025 na sequência da retirada das licenças de produção e comercialização da marca em Portugal. Questionada sobre o andamento da venda, a consultora limitou‑se a afirmar que não comenta clientes nem projetos em que esteja ou possa ter estado envolvida.
A fábrica foi colocada no mercado com um valor mínimo de 10 milhões de euros, num pacote que inclui edifício, maquinaria e equipamentos. A adjudicação deverá recair sobre quem apresentar a proposta mais alta, desde que cumpra as condições definidas, como a eventual prestação de caução e o prazo para a escritura. A avaliação do complexo industrial situa‑se nos 8,59 milhões de euros, segundo valores atualizados fornecidos à Lusa.
O presidente da Comissão de Credores, Paulo Valério, sublinha que a venda será feita através de propostas em carta fechada e que está em causa a alienação da empresa como um todo. A unidade chegou a empregar cerca de 260 trabalhadores e permanece sem atividade desde o início de 2025, mantendo agora o futuro dependente de um processo de venda que continua sem comprador à altura do valor exigido.
