Vereador do Chega em Torres Novas rompe com o partido

José Carola, ex vereador do CHEGA!

Vereador do Chega em Torres Novas torna‑se independente e junta‑se à vaga de desvinculações no partido.

José Carola, eleito pelo Chega para o executivo da Câmara de Torres Novas, anunciou em reunião pública que abandona o partido e passa a exercer funções como independente. A decisão, comunicada previamente ao Chega e ao presidente da Comissão Política Distrital, marca mais uma saída no atual mandato autárquico, juntando‑se a pelo menos outros oito autarcas que já se desvincularam da estrutura partidária. 

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Sem apresentar qualquer justificação política, José Carola limitou‑se a afirmar que, “para todos os efeitos”, passa a ser vereador independente. A mudança altera a composição política do executivo municipal, onde o PS governa em minoria. Nas autárquicas de 12 de outubro de 2025, os socialistas obtiveram 34,64% dos votos e elegeram três vereadores, o mesmo número que o PSD, que ficou a escassas décimas. O Chega conquistou 13,49% e garantiu um único vereador, agora desligado do partido.


A intervenção de Carola apanhou de surpresa alguns membros do executivo. O social‑democrata Tiago Ferreira afirmou não ter tido conhecimento prévio da decisão. Já o presidente da Câmara, José Trincão Marques, confirmou ter recebido a comunicação por e‑mail, explicando que optou por aguardar a divulgação em reunião pública. Considerou mais adequado que fosse o próprio vereador a anunciar a mudança perante o executivo.

A saída de José Carola insere‑se numa tendência mais ampla de desvinculações no Chega a nível autárquico. Segundo um balanço interno, pelo menos oito vereadores eleitos pelo partido já abandonaram a estrutura desde o início do mandato. Na região, um dos casos mais recentes ocorreu em Ourém, onde a vereadora Rita Sousa renunciou ao mandato a 4 de março. Em Azambuja, Carlos Fonte passou igualmente a independente na assembleia municipal.

A alteração no executivo de Torres Novas não muda a correlação de forças entre PS e PSD, mas retira ao Chega a sua única representação na câmara, reforçando o estatuto de independência de um vereador que já tinha concorrido como cabeça de lista sem filiação partidária.

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