O Médio Tejo soma dez Bandeiras Azuis em 2026, mas Tomar volta a ficar de fora

Praia de Aldeia do Mato em Abrantes. DR

Região reforça liderança nas zonas balneares de qualidade, enquanto Tomar enfrenta novo ano sem galardão

A época balnear de 2026 confirma o Médio Tejo como uma das regiões do país onde a qualidade ambiental das zonas fluviais mais tem avançado. Dez praias fluviais voltam a hastear a Bandeira Azul, símbolo de cumprimento rigoroso de critérios de qualidade da água, segurança, serviços e gestão ambiental. O contraste surge, porém, no concelho de Tomar, que permanece ausente da lista apesar da sua extensa frente ribeirinha na Albufeira de Castelo do Bode.

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Abrantes mantém a posição de destaque, renovando o galardão para as praias de Aldeia do Mato e Fontes. Na Sertã, Ribeira Grande e Trízio confirmam igualmente a distinção, reforçando a consistência do concelho na gestão das suas zonas balneares. A lista estende-se ainda ao Agroal, em Ourém, aos Olhos d’Água do Alviela, em Alcanena, a Carvoeiro, em Mação, ao Açude do Pinto, em Oleiros, e às praias do Bostelim e de Fernandaires, em Vila de Rei, um conjunto que consolida a região como referência nacional no turismo de natureza.

Tomar, apesar de deter a maior área confinante com a albufeira, continua sem cumprir os requisitos necessários para a atribuição da Bandeira Azul. As praias fluviais das freguesias da Serra e de Olalhas não reúnem, para já, as condições exigidas, e a antiga praia de Alverangel, na freguesia de São Pedro, deixou de existir enquanto zona balnear reconhecida. A ausência torna-se mais evidente num ano em que a região circundante reforça a sua presença no mapa das praias de excelência.

A nível nacional, Portugal mantém-se entre os países com maior número de galardões atribuídos, num sinal de consolidação da qualidade das zonas balneares, incluindo as fluviais, que se afirmam cada vez mais como alternativa ao litoral. No Médio Tejo, o impacto é claro: as distinções reforçam a atratividade turística, valorizam os recursos naturais e projetam a região como território onde a preservação ambiental se traduz em resultados concretos.

Num verão em que a procura por espaços de natureza tende a crescer, o conjunto de praias distinguidas confirma o potencial do interior. E deixa, ao mesmo tempo, um desafio evidente para Tomar, que continua a ver a Bandeira Azul passar-lhe ao lado.

 
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