Município consolida estratégia de proteção civil com mais kits de primeira intervenção nas freguesias
Abrantes vai reforçar o dispositivo de combate a incêndios rurais com a entrada em funcionamento de novos kits de primeira intervenção distribuídos pelas freguesias, num investimento de 195 mil euros que aprofunda a estratégia municipal de resposta rápida às ignições. O presidente da Câmara, Manuel Jorge Valamatos, sublinhou em reunião do executivo que o apoio às juntas é determinante para garantir a eficácia do ataque inicial, lembrando que este modelo tem sido desenvolvido de forma contínua desde 2019.
O município contabiliza já mais de 1,28 milhões de euros investidos no dispositivo de proteção civil, que integra vigilância com pré‑posicionamento de meios, ações de dissuasão de comportamentos de risco e capacidade de combate imediato a fogos nascente. “Estamos, mais uma vez, ao lado das juntas de freguesia, ao serviço das populações locais”, afirmou o autarca, destacando que a taxa de sucesso no ataque inicial resulta, em grande medida, da presença destes meios no terreno.
No âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais, o executivo aprovou por unanimidade contratos interadministrativos com 11 freguesias, num total de 180 mil euros, destinados à operacionalização de 12 kits de primeira intervenção. Cada kit representa um investimento de 15 mil euros e inclui viaturas ligeiras com tanque de 600 litros, mangueiras, maquinaria e sistemas de comunicação rádio, posicionados estrategicamente durante os períodos de maior risco.
Serão abrangidas as freguesias de Abrantes e Alferrarede (com dois kits), Aldeia do Mato e Souto, Alvega e Concavada, Bemposta, Mouriscas, Rio de Moinhos, São Facundo e Vale das Mós, Tramagal, Carvalhal, Pego e Fontes. A autarquia destaca que estes meios permitem uma intervenção precoce e articulada com bombeiros, GNR e sapadores florestais, reforçando a complementaridade entre agentes de proteção civil.
Paralelamente, foi aprovado um apoio adicional de 15 mil euros à Junta de Aldeia do Mato e Souto para aquisição de uma nova viatura destinada a operações de proteção civil. A atual, segundo o município, já não reúne condições de segurança. A nova pick‑up permitirá transportar reservatórios e bombas de água, integrando‑se no dispositivo de primeira intervenção. “Abrimos aqui a possibilidade de, todos os anos, podermos apoiar as juntas em função das suas necessidades”, explicou Valamatos.
O presidente da Câmara voltou a insistir na importância da rapidez de atuação. “Não há nenhum incêndio que nasça grande. Os incêndios nascem todos pequenos”, afirmou, defendendo que a capacidade de resposta imediata continua a ser a chave para proteger o território.
