Fátima volta a encher-se de fé nas celebrações de 12 e 13 de maio

Fotografia : RTP

Primeira grande peregrinação do ano recupera tradição plena, com milhares de fiéis e apelo à paz global.

O Santuário de Fátima prepara-se para receber milhares de peregrinos nos dias 12 e 13 de maio, naquela que é a mais emblemática celebração mariana do calendário português: a evocação da primeira aparição de Nossa Senhora aos três pastorinhos, em 1917, na Cova da Iria. Este ano, a Peregrinação Internacional Aniversária de Maio volta a realizar‑se com a força plena da tradição, depois de anos marcados por restrições e adaptações.

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A celebração será presidida por D. Rui Valério, patriarca de Lisboa, que traz consigo uma súplica urgente pela paz global e o apelo a uma Igreja que, à imagem de Maria, “vá ao encontro do próximo” através de gestos simples e quotidianos. Uma mensagem que ganha particular ressonância num tempo marcado por conflitos internacionais e tensões sociais.

 

A vinda do Papa Francisco em 2017 durante as celebrações do centenário das aparições.

Segundo os serviços do Santuário, estão já inscritos 138 grupos de peregrinos, num total de 6301 participantes, números que continuarão a crescer até ao início das cerimónias. Destes, 44 grupos são portugueses, incluindo 33 peregrinações a pé, num total de 2757 peregrinos. Do estrangeiro chegam 94 grupos, provenientes de 28 países dos cinco continentes, somando 3544 peregrinos. No topo das nacionalidades mais representadas surgem Polónia, Itália, França, Brasil e México.

A dimensão internacional confirma a centralidade de Fátima no mapa espiritual do mundo católico, mas é a tradição que dá corpo à peregrinação. Desde 1917, quando Lúcia, Francisco e Jacinta afirmaram ter visto “uma Senhora mais brilhante que o sol”, que o 13 de maio se tornou um marco de fé, devoção e identidade religiosa. A procissão das velas na noite de 12 de maio, a missa internacional, a vigília e a procissão do adeus são momentos que atravessam gerações e continuam a mobilizar multidões.

O regresso pleno desta vivência com peregrinos a pé, grupos organizados e famílias inteiras devolve ao Santuário a imagem que o tornou símbolo universal: um mar de luz, silêncio e oração. Para muitos, é também o reencontro com promessas antigas, com a memória familiar e com a tradição que, ano após ano, renova a ligação entre fé e comunidade.

Com a expectativa a crescer e os números a subir diariamente, Fátima prepara-se para mais uma celebração marcada pela devoção, pela paz e pela força de uma tradição que continua viva e profundamente enraizada.

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