O monumento templário tornou‑se o caso mais expressivo do programa Acesso 52, concentrando mais de 70% das visitas sem pagamento e revelando uma mudança profunda na relação dos portugueses com o património.
O Convento de Cristo, em Tomar, não está apenas no centro simbólico da história de Portugal — está agora no centro estatístico da nova política de acesso gratuito à cultura. Entre junho de 2025 e maio de 2026, o monumento registou 130.968 entradas gratuitas, das quais 92.602 foram realizadas ao abrigo do programa Acesso 52, representando 70,7% de todas as visitas sem pagamento
No Convento de Cristo, o impacto é evidente. A monumentalidade templária, a ligação à Ordem de Cristo e a singularidade arquitetónica do conjunto atraem um fluxo constante de visitantes nacionais, agora sem barreiras económicas. A adesão supera mesmo a de outros pesos pesados da rede, como o Palácio Nacional da Ajuda (69,4%) ou o Palácio Nacional de Mafra (64,5%).
Num país onde o debate sobre o acesso à cultura é recorrente, estes números revelam uma tendência clara: quando o património se abre, os portugueses entram. E entram em força.
