A portuguesa de 82 anos recebeu duas vénias da estrela norte‑americana antes de revelar a sua história de vida.
Amália Costa não é natural de Tomar , mas foi no Casal da Azinheira que viveu uma grande parte da sua vida. Abandonou Luanda em 1975, e por vontade do ex-marido, passou a residir na cidade banhada pelo Nabão, onde criou os seus dois filhos, que ainda hoje vivem na terra dos templários.
Ao longo da sua carreira profissional, desempenhou funções como administrativa no Hospital de Tomar. Quando se reformou, sentiu que precisava de algo especial na sua vida.
Dessa vontade, inscreveu-se em várias agencias como a Valente Produções, Plural e a Estoril Models, esta última responsável por lhe dar a oportunidade de contracenar com a superestrela norte-americana. Entre novelas da SIC e da TVI, ora o mais recente lançamento da RTP “Adónis”, onde se deslocou para o Algarve para gravar num iate. Já vão catorze anos a figurar em todo o tipo de produções no território nacional. Ao longo dos anos, reconhece grandes diferenças nos meios de criação audiovisual, nomeadamente algumas inovações em termos técnicos e tecnológicos, expressos na diferença de captação de som e gravação de imagem. Nota, sobretudo, que hoje “as gravações são mais rápidas”.
O que mais aprecia no seu trabalho é o convivío, as amizades e as saídas. No final de contas , é este ofício, que tão orgulhosamente se refere, que impede a solidão e a inércia. Diz de forma perentória ” sou reformada, tenho 82 anos, se não for para estes sítios, vou para onde…”. Embora só se ganhe uns “trocozitos”, sempre dá uma ajuda, porque o principal é ter vida. Não ficar em casa.
É sabido que Sydney Sweeney passou por vários pontos do país durante a rodagem de “The Custom of the Country”, adaptação do romance homónimo de Edith Wharton, publicado em 1913. Durante a passagem por Portugal, a atriz norte-americana não parou: visitou inesperadamente o Estádio José Alvalade, passou por vários monumentos nacionais e filmou um anúncio publicitário no Palácio Nacional de Queluz.
Foi nesse contexto que, no Convento de Cristo, em Tomar, Amália viveu um dos momentos mais improváveis da sua vida de figurante.Durante as gravações, sentiu uma boa energia por parte de Sydney, que descreve como uma jovem simpática, risonha e acessível. A norte-americana acabou mesmo por lhe fazer uma vénia, gesto que não passou despercebido. Mais tarde, em Alcochete, a cena repetiu-se, desta vez por cortesia. Duas vénias que Amália guarda como símbolo de uma experiência inesperada, mas também como prova de que nunca é tarde para a vida surpreender.
