Até ao momento (01h00) :
Tomar acordou em sobressalto com um cenário de destruição como há muitos anos não se registava.
A Proteção Civil havia alertado para rajadas de vento que poderiam variar entre os 100 km/h e os 120 km/h, tendo-se registado valores próximos dos 140 km/h.
Por volta das 5 horas da manhã, a eletricidade começou a faltar um pouco por todo o concelho, situação que ainda se mantém, aliada a uma debilitada rede móvel e de internet, o que dificulta as comunicações e a avaliação real dos danos causados.
A Estrada Nacional 243, entre a Golegã e Riachos, encontra-se encerrada ao trânsito após a queda de uma árvore na via. Ocorreram situações semelhantes em vários locais, nomeadamente no Mouchão, Várzea Pequena, Rua de Coimbra, Alameda Um de Março, zona desportiva, Avenida Norton de Matos e Estrada de Paialvo.
O vento forte arrancou coberturas, partiu vidros e deslocou taipais de obras. No Estádio Municipal, uma torre de iluminação caiu, impedindo o acesso ao antigo parque de campismo. Há ainda registo de ocorrências nas subestações da Barragem de Castelo do Bode, responsável pelo fornecimento de energia elétrica a uma grande parte do país.
Milhares de habitantes continuam sem eletricidade e já há locais onde a água começa a faltar.
As populações, sobretudo nas zonas rurais, têm lidado praticamente sozinhas com a situação, enquanto a informação oficial permanece limitada.
A E‑Redes confirma que mantém equipas no terreno, mas continua sem previsão para o restabelecimento dos serviços. Entre as áreas mais afetadas encontram‑se as freguesias de Casais e Alviobeira.