Região apresenta um dos cenários mais críticos do país, com falhas nos tempos de resposta e desequilíbrio entre médicos e enfermeiros.
A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo, que integra os hospitais de Tomar, Torres Novas e Abrantes, apresenta um dos níveis mais baixos de médicos por mil habitantes no país, com apenas 0,49. Este valor corresponde a um médico para cerca de dois mil habitantes e é considerado pela Entidade Reguladora da Saúde como uma das situações mais críticas.
O rácio entre enfermeiros e médicos também revela desequilíbrios. A média nacional é de 2,38 enfermeiros por médico, enquanto na ULS do Médio Tejo o valor sobe para 3,67, evidenciando falta de médicos face ao número de enfermeiros.
Relativamente aos Tempos Máximos de Resposta Garantidos, o incumprimento nacional variou entre 1,7 por cento e 42,5 por cento nas cirurgias programadas, e entre 18,3 por cento e 70,5 por cento nas primeiras consultas hospitalares. No Médio Tejo, as cirurgias ultrapassaram o limite em 2,8 por cento e as consultas em 55,7 por cento.
Dados da ULS do Médio Tejo:
Hospitais de Tomar, Torres Novas e Abrantes: 836 enfermeiros e 554 médicos
Cuidados de saúde primários (64 unidades): 138 enfermeiros e 86 médicos
Rácios por mil habitantes: 0,49 médicos e 0,79 enfermeiros
